MEGAOPERAÇÃO NO RIO
Laudo pericial obtido com exclusividade revela que Yago Ravel Rodrigues Rosário, integrante do Comando Vermelho (CV), ainda apresentava sinais vitais quando teve sua cabeça decapitada.
A ação foi realizada na terça-feira (28) pelas Polícias Civil e Militar contra a facção Comando Vermelho. Até esta sexta-feira (31), 99 corpos foram identificados, segundo o secretário da Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi.
A operação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes policiais e faz parte da Operação Contenção, iniciativa permanente do governo estadual para impedir a expansão territorial do Comando Vermelho na capital fluminense. Segundo reportagem da BBC, o governo do Estado a classificou como “a maior operação das forças de segurança do Rio de Janeiro”, enquanto o governador Cláudio Castro (PL) a descreveu como “sucesso” e “um duro golpe na criminalidade”.
Movimentos de direitos humanos contestam a ação, classificando-a como chacina, e questionam sua eficácia como política de segurança pública.
A polícia já recebeu o laudo da perícia no corpo do suspeito encontrado decapitado em área de mata. O documento revelou que Yago Ravel Rodrigues Rosário foi atingido por um tiro antes do corte feito com a faca no pescoço. Além disso, o disparo foi a longa distância e a arma usada é típica de projéteis de alta velocidade.
O disparo teria sido efetuado de baixo para cima e atingido Yago na região na parte inferior do abdômen, atravessando seu corpo e saindo pelas costas. O disparo causou lesões no fígado, pulmão direito e estômago.
Conforme aponta o documento, quando a cabeça foi separada do restante do corpo, com o auxílio de um facão, o sangue ainda circulava. Fontes ouvidas pela coluna evidenciaram que a ação teria sido cometida poucos minutos após o disparo, já que esse é o tempo médio que leva para que alguém com a altura de Yago, que tinha em média 1,65 m, perca todo o sangue após ser atingido por um tiro de fuzil. Isso porque o confronto era intenso e, segundo as investigações, Yago atuava na linha de frente da facção criminosa, acompanhado de diversos comparsas, o que inviabilizaria que um policial o alcançasse logo após o tiro.