Especialistas alertam para mudanças em pintas e manchas na pele; diagnóstico precoce aumenta chances de cura
Maio é o mês de conscientização sobre o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele e que pode se desenvolver a partir de alterações em pintas ou manchas aparentemente comuns.
A doença se origina nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele. “O melanoma é uma forma agressiva de câncer de pele que, em estágios avançados, pode se espalhar para outras partes do corpo”, explica a rádio-oncologista Luana Guerreiro, do Oncoville, clínica de radioterapia.
Embora seja mais frequente na pele, geralmente surge como uma pinta ou mancha escura (preta/castanha) que muda de cor, formato ou tamanho, o melanoma também pode surgir em mucosas tecidos que revestem regiões como lábios e cavidade oral e nos olhos, onde é chamado de melanoma ocular ou intraocular.Dados da Associação Americana para Pesquisa do Câncer indicam maior incidência da doença em homens e em pessoas de pele clara. Entre os principais fatores de risco estão exposição excessiva ao sol, uso de câmaras de bronzeamento artificial, histórico familiar e presença de manchas ou pintas atípicas.
A recomendação dos especialistas é observar a pele regularmente e procurar avaliação médica diante de qualquer alteração em sinais já existentes ou surgimento de novas lesões.
Regra do ABCDE ajuda a identificar sinais suspeitos
Dermatologistas utilizam a regra do ABCDE como ferramenta de triagem para identificar possíveis melanomas:
A Assimetria: uma metade diferente da outra;
B – Bordas: irregulares, mal definidas ou recortadas;
C – Cor: variação de tonalidades, como preto, marrom, vermelho, azul ou áreas esbranquiçadas;
D – Diâmetro: superior a 5 milímetros;
E – Evolução: mudança de tamanho, formato, cor ou sintomas como coceira e sangramento.
Apesar da agressividade, o melanoma tem prevenção conhecida: proteção solar diária e hábitos de exposição consciente. “A exposição solar é importante para a saúde física e mental, mas deve ocorrer com responsabilidade. Evitar horários de maior intensidade, utilizar proteção adequada e não permanecer longos períodos ao sol são medidas fundamentais”, orienta a médica Luana Guerreiro.
