Tumores cerebrais podem atingir todas as idades e têm na radioterapia uma importante aliada no tratamento

Brasil deve registrar mais de 12 mil novos casos de tumores do sistema nervoso central em 2026

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil deve registrar cerca de 12.060 novos casos de câncer do Sistema Nervoso Central (SNC) em 2026. No Paraná, são esperados aproximadamente 830 casos, sendo cerca de 150 em Curitiba. “Embora tenha incidência menor em comparação a outros tipos de câncer, os tumores cerebrais costumam causar grande impacto na qualidade de vida dos pacientes”, explica o rádio-oncologista Henrique Balloni, do Oncoville.Os tumores cerebrais podem ser classificados como primários, quando se originam no próprio cérebro, ou secundários (metastáticos), quando surgem a partir da disseminação de um câncer localizado em outra parte do corpo.Entre os tipos mais agressivos está o glioblastoma multiforme, tumor que se desenvolve nas células da glia, responsáveis por dar suporte e proteção aos neurônios.

De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), os gliomas variam do grau 1, considerado menos agressivo, ao grau 4, o mais maligno.Embora possam ocorrer em qualquer idade, alguns tumores cerebrais são mais frequentes em determinadas faixas etárias. A incidência de tumores cerebrais primários tende a aumentar com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos.

Entre os sintomas mais comuns desse tipo de câncer está a dor de cabeça persistente e progressiva. Também podem ocorrer náuseas e vômitos, alterações na visão ou audição, convulsões, dificuldade para falar, caminhar ou se concentrar, além de mudanças de comportamento, memória ou humor. Diante desses sinais, a avaliação médica é fundamental. Exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia computadorizada, são essenciais para identificar alterações no cérebro e auxiliar no diagnóstico.

Tratamento

O tratamento dos tumores cerebrais depende de fatores como tipo do tumor, localização e estágio da doença. As abordagens mais utilizadas incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia, podendo também envolver terapias-alvo e imunoterapia, conforme a indicação médica. Em alguns casos, o objetivo do tratamento pode ser controlar o crescimento do tumor e preservar a qualidade de vida do paciente, especialmente quando a cura não é possível.Radioterapia como aliada no tratamentoA radioterapia é uma das principais opções terapêuticas tanto para tumores cerebrais primários, benignos ou malignos, quanto para metástases cerebrais. O tratamento utiliza feixes de radiação de alta energia para destruir ou impedir a multiplicação das células tumorais.Entre as técnicas mais modernas está a Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT), que permite ajustar a dose de radiação de forma altamente precisa, de acordo com o formato e a localização do tumor.“Com essa tecnologia, conseguimos direcionar a radiação com maior precisão, protegendo o tecido cerebral saudável ao redor e reduzindo possíveis efeitos colaterais do tratamento”, destaca o Dr. Henrique Balloni.