Reduzir o consumo de álcool pode contribuir para a prevenção do câncer

O consumo de bebidas alcoólicas está entre os fatores de risco modificáveis associados ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool é classificado como agente carcinogênico do Grupo 1, categoria que reúne substâncias para as quais existem evidências suficientes de que podem causar câncer em humanos.

O risco está relacionado principalmente ao etanol, que, ao ser metabolizado pelo organismo, transforma-se em acetaldeído, uma substância tóxica capaz de provocar danos ao DNA e favorecer alterações celulares. O álcool também pode lesar os tecidos e torná-los mais vulneráveis à ação de outros agentes cancerígenos.

“Vale lembrar, também, que o consumo de álcool provoca danos nos tecidos, tornando-os mais vulneráveis à absorção de outras substâncias cancerígenas”, explica o médico rádio-oncologista Dr. Henrique Balloni, do Oncoville Radioterapia.

Estudos apontam ainda uma relação dose-resposta: de modo geral, quanto maior o consumo regular de álcool, maior o risco de desenvolvimento de determinados tipos de câncer. A associação é observada, entre outros, em tumores de mama, cabeça e pescoço, fígado e trato gastrointestinal, incluindo o câncer colorretal.

No caso do câncer de intestino, fatores relacionados ao estilo de vida, como consumo de álcool, tabagismo, excesso de peso, sedentarismo e alimentação inadequada, podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Já fatores genéticos e hereditários também podem potencializar o risco.A redução ou a eliminação do consumo de bebidas alcoólicas é, portanto, uma das medidas que podem contribuir para a prevenção de cânceres relacionados ao álcool, especialmente quando associada a outros hábitos de vida saudáveis.

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